Para se comemorar o Pentecostes é preciso compreender minimamente seu significado:
— Teológico: é a descida do Espírito de Deus à Terra, não a fuga da humanidade para o mundo dos espiritualismos;
— Comunicacional: é restabelecimento do diálogo e do entendimento entre as pessoas, sem barreiras nem fronteiras culturais de Estado ou Nação;
— Ecumênico: é expressão do amor por toda a humanidade, a despeito das imponderáveis diferenças étnicas, geográficas e cronográficas;
— Kerigmático: é amor que se doa e se oferece de forma universal e inclusiva, por todos e para cada um;
Não é apelação ressentida e ameaçadora para que os povos venham subservientes a Deus, mas a boa notícia de que é Deus que vem amorosamente ao encontro das gentes.
Ele vem como Pessoa Divina: defensora e cuidadora, consoladora e protetora, para abrigar, sob suas asas maternais, a todos aqueles e aquelas que, sentindo-se órfãos, anseiam por um colo materno; sentindo-se desamparados, buscam aconchego terno; sentido-se desalentados, aspiram pela vida abundante, justiça plena e paz eterna.
Autoria: Rev. Luiz Carlos Ramos [Teólogo, Liturgista e pastor Metodista]
Imagem: Hortus Deliciarum, Pentecost – The sending of the Holy Spirit upon the Apostles – Date: circa 1180
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